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Após muito tempo, Boruto finalmente faz as ‘pazes’ com as personagens femininas

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O anime de Boruto tem se mostrado bem-sucedido na tarefa de corrigir o problema de representação de shinobi femininas, algo que o mangá de Boruto e o antecessor Naruto falharam em fazer. Em Naruto, muitas personagens femininas foram injustamente marginalizadas, incluindo Hinata. No entanto, no anime de Boruto, essas personagens ganharam maior destaque e tratamento mais justo.

Uma das grandes mudanças introduzidas pelo anime Boruto está na maneira como retrata seu elenco de shinobi femininas, empoderando-as significativamente. Um exemplo disto é o arco de Cho-Cho, que, embora não tenha muita presença no mangá, teve uma história profunda no anime. O arco explora as batalhas de Cho-Cho com a autoestima relacionada à sua aparência física, especialmente por meio do uso de seu jutsu especial, o Modo Borboleta.

A representação de Cho-Cho no anime é contra os estereótipos de gênero esperados em anime, particularmente em relação aos seus hábitos alimentares. Seu uso do Modo Borboleta, que a torna mais magra, é usado para impressionar os outros. Isso reflete as pressões sociais em relação à aparência. Contudo, ela aprende a aceitar quem realmente é, mostrando que esconder sua verdadeira identidade é prejudicial.

Cho-Cho inicialmente luta para usar eficazmente o Modo Borboleta, conforme explicado no episódio #156 de Boruto. Ela só consegue dominar o jutsu quando entende o que realmente quer proteger. Esse entendimento vem quando ela defende seu sensei e recupera feijões Anzo roubados, os quais são usados ​​na sua adorada sopa de feijão doce. Essa narrativa ressalta que o amor de Cho-Cho pela comida é, na verdade, uma fonte de poder.

Outra personagem feminina, Namida, que é ignorada no mangá, serve como exemplo de como o anime Boruto trabalha estereótipos femininos. Inicialmente, ela é tímida e insegura, e seu jutsu mais forte é representado por um estereótipo feminino negativo: um choro ensurdecedor. Surpreendentemente, ela aprende a controlar seu medo, transformando seu choro em uma arma contra seus inimigos, novamente mostrando como estereótipos negativos podem ser usados ​​de maneira positiva.

Apesar de ainda abordar alguns estereótipos femininos desafiadores, o anime de Boruto está dando passos significativos para melhorar a representação e o empoderamento de suas shinobi femininas, fazendo um trabalho muito melhor do que o mangá de Boruto e seu predecessor, Naruto.

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Matheus Gimenez

Escritor do animerant.com.br e um entusiasta do universo dos animes que não curte muito mangás, mas quando pega para ler, termina em pouquíssimo tempo.

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